Louças
As cerâmicas romanas mais antigas aqui descobertas,
chamadas “terra sigillata” foram produzidas em Itália. Conimbriga
passa depois a abastecer-se na Gália do Sul e depois nas oficinas
hispânicas de Tritium Magallum (Trício). A partir de
meados do século III, o grande centro abastecedor das louças
de mesa de luxo, situa-se no norte de África. Com estas cerâmicas
de qualidade são também importados os vasos de “paredes
finas”, vasos de beber populares antes da generalização do vidro.
A par da cerâmica fina importada usam-se as louças de
mesa indígenas, com delicadas tonalidades onde predomina o
cinzento impecavelmente polido.
Além das cerâmicas de qualidade especial, há cerâmicas
de fabrico comum, igualmente próprias para servir à
mesa, tais como jarros, pucarinhos, malgas e pratos de diversos tamanhos.
Ao lado da baixela, o trém culinário conta grande número
de formas e tamanhos de recipientes para cozinhar e guardar alimentos
que variam bastante ao longo dos séculos.
Entre os recipientes para armazenar ou transportar alimentos sobressaem
as talhas (dolia) e as ânforas. A partir do século V
d.C. as cerâmicas nos seus aspectos técnicos e estéticos,
fazem um contraste flagrante com os períodos anteriores.
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