Casa
da Cruz Suástica
Escavação:
Direcção Geral dos Monumentos Nacionais
entre 1940 e 1944 (Dir. Prof. V. Correia).
Outras intervenções sob a direcção do
Prof. Jorge Alarcão em 1963.
Documentação disponível:
Planta de trabalhos de 1967 (toda a
zona B) à escala 1/200 (aut. Roque
Martins). Complementos e anotações,
sem data, de J. Alarcão.
Caracterização sumária:
Edifício de carácter maioritariamente
residencial, que ocupa a parte central de
uma ínsula (que inclui ainda a casa dos
esqueletos).
Bibliografia da escavação:
Não foram publicados relatórios dos
trabalhos.
Referências bibliográficas:
Alarcão 1986, 103; id. 1992, 12 e 17;
Alarcão et al. 1981, 73-74 e est. 6 e 20;
Beeson 1993, 6; Ferrão 1996, 203-204;
Oleiro 1986, 117; id. 1994a, 45; Oleiro et
al. 1974, 27-28.
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A casa da cruz suástica é uma das residências
de aparato em Conimbriga, mas talvez aquela em que, na base do programa,
está uma arquitectura pobre, muito condicionada pela preexistência de um
lote de terreno pouco generoso, produzindo um resultado final onde se encontram
algumas estranhezas arquitectónicas.
A casa ocupou o plano térreo, mas tinha, na fachada, uma zona de piso superior,
autónoma, acedia directamente desde a rua.
Ao peristilo podia aceder-se por duas vias, as fauces
que abriam para a rua a Oeste, ou o pequeno corredor a Norte, onde se chegava
pelo espaço aberto deixado entre a casa e as lojas a Sul da via, que deveria
ter acesso independente pela mesma rua.
A sala principal abrindo para o peristilo era o triclínio, colocado transversalmente,
onde um jogo de três aberturas tentavam criar perspectivas alinhadas com
os intercolúnios do pórtico, mas com resultados desiguais. Ao lado deste
um grande cubículo abria-se para o canto Sudeste do peristilo, de que todo
o lado Sul era tomado por dois compartimentos, óbvios aproveitamentos de
espaços deixados pela construção central, um deles mosaicado (não sendo
claro se se tratava de um espaço aberto ou fechado), o outro de função também
desconhecida.
A ala Oeste do peristilo tinha um pequeno espaço que foi talvez de cozinhas
e o conjunto de compartimentos privados, no total de cinco, sendo bem visíveis
três deles, decorados também com mosaicos (outros dois foram destruídos
pela muralha).

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