Lojas a Sul da Via
Escavação:
Direcção Geral dos Monumentos
Nacionais entre 1940 e 1944 (Dir. Prof.
V. Correia). Outras intervenções sob
a direcção do Prof. Jorge Alarcão em
1963.
Documentação disponível:
Planta de trabalho de 1967 (toda
a zona B) à escala 1/200 (aut. Roque
Martins), posteriormente ampliada a
1/100. Complementos e anotações,
sem data, de J. Alarcão. Reconstituição
das arquitecturas de Virgílio H. Correia,
1994.
Caracterização sumária:
Edifício (talvez não uma ínsula, strictu
sensu) entre a ínsula das casas da
cruz suástica e dos esqueletos e a via.
Bibliografia da escavação:
Não forma publicados relatórios dos
trabalhos. Cf. Alarcão 1992, 12 e 17.
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O longo mas estreito edifício conhecido como “lojas a Sul da via” constitui
o mais interessante exemplo de engenharia civil de Conimbriga, dada a sua
estrutura sui generis e a sua implantação urbana. A sua localização é verdadeiramente
fulcral, fazendo parte de uma intervenção urbana muito caracterizada que,
certamente em data augustana, rodeou o trívio formado pela via Olisipo-Bracara
(Lisboa-Braga) e pelo acesso ao centro da cidade de edifícios de características
comerciais ( ínsula do aqueduto, Casa dos repuxos na sua primeira fase,
edifício anterior à Casa de Cantaber a Este ).
A restituição possível da fase original demonstra a existência de uma série
de cinco lojas abertas para o pórtico da via e uma pequena unidade residencial,
sendo as lojas providas de caves cujo acesso era feito por um longo criptopórtico,
arejado por janelas rasgadas para a parte traseira da ínsula, ao
qual se acedia por uma única escada localizada entre a última e penúltima
células (contando de Oeste) ocupando uma área total de 147 m2. Este criptopórtico
foi paulatinamente retalhado por muros, parcialmente entulhado, e foram
criadas escadas próprias a cada cave a partir da loja do piso térreo. Há
razões para pensar que este foi um movimento rápido, provavelmente motivado
pelos inevitáveis problemas de escoamento de águas pluviais e ressurgentes.

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